Título Original
A Ilha dos Amores
Ano
1982
Duração (minutos)
169
Realizador
Paulo Rocha
Sinopse
Primeira produção Suma Filmes (fundada por Rocha, produtora ou coprodutora de todos os seus filmes exceto quando assinalado nas notas posteriores), A ILHA DOS AMORES, cujo primeiro projeto foi apresentado à Gulbenkian em 1972, foi filmado em Portugal e no Japão quase dez anos depois de A POUSADA DAS CHAGAS, longamente preparado durante os anos em que Paulo Rocha foi adido cultural da embaixada de Portugal em Tóquio (1975-1984).
Film fleuve, compõe-se em nove cantos e é um filme inspirado na vida e obra do escritor Wenceslau de Moraes, que saiu de Portugal nos finais do século XIX para buscar no Japão uma “arte de viver” que conciliasse o material e o espiritual. Uma das obras mais arriscadas do cinema português, em que o trabalho de mise en scène é sobretudo realizado no interior dos próprios planos. “Cantos de Os Lusíadas, de Pound, de Chu Yuan (...) Era um pouco megalómano: juntar todas as culturas, todas as artes, todos os estilos, todas as línguas. Mas lá estavam o Moraes e a Ko-Háru, o gato e o pássaro de O-Yoné, o pintor impotente, para darem humanidade ao décor excessivo” (Paulo Rocha).
Estreou mundialmente no festival de cinema de Cannes, estreando no circuito comercial português apenas em 1991 no contexto de uma “Operação Paulo Rocha”, numa iniciativa de Paulo Branco. Teve um assinalável êxito no Japão, onde foi descrito como “a unificação da memória coletiva da humanidade”.
Digitalização
Cópia digitalizada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

