César Valente, membro da resistência clandestina ao regime de Salazar, regressa do exílio para desencadear uma revolução em 28 de maio de 1936, o dia exato em que a ditadura celebraria o seu décimo aniversário. No entanto, através do contato direto com a “obra do Estado Novo” e depois de se apaixonar por Maria Clara, uma enfermeira da Maternidade Alfredo da Costa, Valente irá, pouco a pouco, converter-se à ideologia do regime. No final do filme, a polícia política que se limitou a vigiar todos os movimentos dos “agitadores bolcheviques”, já nem sequer considera necessário prendê-lo: o regime conta agora com mais um fervoroso adepto.
Digitalização
Cópia digitalizada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.