Título Original
Ala-Arriba!
Ano
1942
Duração (minutos)
90
Realizador
Leitão de Barros
Sinopse
Aposta forte do autor e do próprio contexto estatal da época, Ala-Arriba! é normalmente visto como a conclusão da “trilogia do mar” de Leitão de Barros, depois das obras que este tinha dedicado ao tema nos finais do cinema mudo (Nazaré, Praia de Pescadores, de 1929, e Maria do Mar, de 1930). Filmando agora mais a norte (na Póvoa de Varzim), o tema, o propósito e o enredo ficcional quase fazem dele um remake de Maria do Mar, não seja a vontade de levar todos os pressupostos do antecedente ainda mais longe: onde no primeiro a relação amorosa enfrenta um choque de famílias incidental, agora o pano de fundo é mesmo uma história de castas na comunidade piscatória; onde no primeiro se aproveita exemplarmente o enquadramento e a iconografia da Nazaré, tudo, agora, escava nas tradições da Póvoa e nos seus rituais do mar e da morte, acentuando-se ainda mais o propósito realista da filmagem e o recurso aos não-atores locais (todos os protagonistas o são e em todo o elenco só intervieram dois profissionais). Um dos grandes exemplos da força plástica de Leitão de Barros, que o regime levou à Bienal de Veneza (a última em tempo de Mussolini), onde ganhou a Taça Volpi.
Digitalização
Esta cópia resulta da digitalização 4K, por imersão em janela líquida, do negativo de câmara original de 35mm, material conservado pela Cinemateca. O som foi digitalizado a partir da banda ótica de uma cópia síncrona de 35mm, também conservada pela Cinemateca. A digitalização, o restauro digital da imagem e a correção de cor foram realizadas ao abrigo de uma parceria Cineric Portugal / Irmã Lúcia Efeitos Especiais, e o restauro digital do som foi feito pelo Estúdio BillyBoom, em 2024, usando uma cópia de época como referência.
Cópia digitalizada e restaurada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema no âmbito do projecto FILMar, integrado no Mecanismo Europeu de Financiamento EEA Grants 2020-2024.

